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ENTREVISTA: M. Shadows para o Loudwire

  • laissdmf
  • 9 de abr. de 2014
  • 8 min de leitura

Shadows foi entrevistado pela Loudwire enquanto o Avenged Sevenfold estava em turnê pela América do Sul e falou sobre os desafios do “Hail to the King”, a inspiração por trás de “Shepherd of Fire e muito mais.

Confira a entrevista traduzida na íntegra:

Loudwire: Primeiramente, parabéns pelo sucesso de “Hail to the King”. Um ótimo álbum.

M. Shadows: “Obrigado, cara. Aprecio suas palavras.”

L: Qual foi a parte mais difícil na gravação do álbum e o que mais os agradou até agora?

MS: “O mais difícil foi nos contermos para conseguir manter nossa visão original da produção de algo um pouco mais orientado pelo groove, um pouco mais despojado e baseado em riffs. Também aderimos ao blues, nós gostamos de nos aventurar e fazer várias coisas mais neoclássicas, sabe? Obter mais melodia em nossa música. Permanecer no blues foi muito difícil para nós, mas essa era a nossa visão desde o começo e queríamos ter certeza de que o álbum todo se mantivesse nesse conceito. O mais agradável para nós tem sido a turnê sul-americana, a maioria das músicas que tocamos são do “Hail to the King”. Tudo desde o “Nightmare” até o “Hail to the King” é muito bem recebido por lá. Isso é bom porque ninguém que estar numa banda em que você lança coisas novas e as pessoas só querem ouvir coisa antiga. Tem sido muito, muito legal.”

L: “Shepherd of Fire” vem sendo enorme para vocês. Essa música definitivamente pinta uma imagem em sua cabeça e eu queria saber qual foi a sua inspiração por trás dela e porque decidiram seguir essa direção em relação as letras dessa canção.

MS: “Liricamente essa música possui um ar de “Sympathy for the Devil”. Foi uma música dos Rolling Stones muito importante para mim enquanto eu crescia. Eu simplesmente gosto da ideia de que (sem querer ser completamente brega) Satanás lhe observa em todos os lugares. Em tudo o que faz, ele está lá para lhe dar uma mão ou lhe por para baixo. Sempre foi um conceito muito legal para mim e eu queria fazer da nossa maneira, para que pudéssemos abrir o álbum com essa música. Observamos músicas que abrem grandes álbuns, como “Welcome to the Jungle”. Queríamos juntar tudo e adicionar nosso próprio toque demoníaco.”

L: Vocês são sólidos contadores de história quando se trata do que fazem musicalmente. Quem foram suas inspirações em termos de escrita?

MS: “Obrigado. Nós gostamos de pessoas que conseguem se expressar emocionalmente sem parecer brega, ou usando o novo termo, emo. Para mim, bandas como Pink Floyd e Rolling Stones se expressam muito bem. Eu não tenho muito talento para isso, então prefiro fazer do modo “Maiden”, onde você pode contar uma história e mostrar o seu ponto de vista de várias maneiras. Bruce Dickinson sempre foi muito bom em criar imagens. Nossa banda também sempre foi muito boa com imagens, então usamos isso como uma de nossas forças. Tendemos a fazer isso muito bem. É por esse tipo de vibe que procuramos. Não gostamos de ser muito sensíveis ou excessivamente emocionais.”

L: Você mencionou o imaginário. Isso é uma das coisas que sempre gostei sobre a banda, você recebe o pacote completo. Você leva tudo em consideração. Havia algum plano para o Avenged Sevenfold desde os primeiros dias? Houve algo que os trouxe até aqui?

MS: Sim. Quando éramos jovens, ouvíamos todo tipo de música, mas a primeira banda que realmente nos “tocou” ao vivo foi AFI. O que eles faziam, a imagem deles comparada com todo o resto na Warped Tour, e de repente fomos vê-los no Bren Events Center, em Irvene. Eles sempre foram muito bons – eram o máximo com aquele imaginário gótico. Então, Maiden; Eu era fã, mas nunca tinha os visto ao vivo. Depois, com o Eddie, assistíamos seus shows.

Desde o primeiro dia na Warped Tour, nós éramos a banda que possuía uma máquina de fumaça como cenário – todos nos achavam idiotas por isso, grandes posers. Mas nós queríamos estar por cima. Tínhamos nomes artísticos com 17 anos de idade, simplesmente porque gostávamos desse aspecto chamativo. Amávamos o fato de Axl ser um nome falso, Slash ser um nome falso. Amamos isso todo, somos completamente encantados com toda essa coisa de Rock n’ Roll. Mas AFI foi a primeira banda que nos fez derrubar limites. Então, simplesmente continuamos, forçando os limites. E aqui estamos, mas agora é difícil forçar limites porque não sabemos o que mais podemos fazer. Ao mesmo tempo é divertido ser criativo.”

L: São como o Motley Crue. Como vocês se classificam continuamente ao realizar grandes produções?

MS: “Você também não quer ser apenas uma novidade. Você quer ser capaz de ir lá e dar um show. Como agora na América do Sul, é puramente um palco preto com algumas rampas e ‘deathbats’ por todo lugar, e é bem foda. É ótimo poder ir e voltar em meio ao cenário do ‘King’, com vídeos e efeitos pirotécnicos, mas na América do Sul temos um set bem despojado também. É bom ser capaz de fazer os dois.”

L: Vocês tem data marcada com o Hellyeah. Vinnie Paul está animado com essa turnê. Ele falou que você já deve ter ouvido algumas músicas do novo álbum. Se quiser falar sobre o Hellyeah, o Adrenaline Mob e o seu entusiasmo por levar essas bandas com você, fique à vontade.

MS: “Somos amigos do Hellyeah há muito tempo. Fizemos turnê com eles há alguns anos atrás e foi ótimo. Acho que Vinnie me enviou umas três músicas, e todas são incríveis. Realmente capturaram aquele velho baixo + bateria que o Pantera costumava ter. Parece algo grande. Estou muito ansioso para que eles lancem esse álbum e é ótimo que eles façam isso agora, vai tornar a turnê ainda melhor. Sobre o Adrenaline Mob, quando ouvi o novo álbum, falei pro Russ que os levaríamos assim que pudéssemos. Tínhamos um show programado com eles em Wisconsin que precisou ser cancelado, devemos isso a eles.

Eu disse que os levaríamos na próxima turnê. Agora temos essa lineup bem legal que achamos que será ótima para os nosso fãs. Vai ser muito bom, até porque somos todos amigos. Vai ser tão legal para nós quanto será para os fãs.”

L: Aqui nos EUA “Hail to the King” e “Shepherd of Fire” têm se destacado, mas quais outras músicas vocês têm tocado ao vivo?

MS: “Em termos de reação da plateia “This Means War” está tão por cima quanto “Hail to the King”. Especialmente aqui pela América do Sul. É insano o quão grande essa música é, mesmo sem ser um single. “Doing Time” também é muito grande por aqui. São as únicas quatro que temos tocado, mas é tipo, surpreendente. Você vê muitos fãs na América e até mesmo no Reino Unido, onde já estivemos muito, cantando mais as músicas do “Waking the Fallen” ou do “City of Evil” . Já na América do Sul, tocamos as novas e tudo corre bem, mas realmente se soltam muito com as músicas do “Nightmare” e do “Self Titled”. Então é reconfortante saber disso, é como nosso pão e manteiga por aqui. É ótimo quando lançamos um novo álbum e ele é recebido tão bem quanto os anteriores, ou até melhor. Então uma de nossas regras é que devemos montar a setlist de acordo com o lugar onde estamos.”

L: Tenho que perguntar: O single de “Shepherd of Fire” já foi lançado há algum tempo. Algum plano para o que poderia ser o próximo?

MS: “Definitivamente “This Means War” – quando enviamos o álbum para a produtora, essa foi originalmente a primeira que eles queriam gravar. Mas nós queríamos “Hail to the King” primeiro, então eles pediram que “This Means War” fosse a segunda, porém optamos por “Shepherd of Fire”, então “This Means War” será o terceiro single. Agora, como uma banda, queremos uma quarta balada? Não temos muita certeza de qual será o quarto, mas “This Means War” será definitivamente o terceiro single.”

L: Como essa música foi produzida?

MS: “Queríamos produzir algo com groove. Algo do tipo “Sad But True” ou “Kashmir” com o nosso próprio toque. É apenas uma daquelas coisas onde você tem o groove e quer leva-lo para outro lugar, juntamente com o coro e a melodia, mantendo o blues. Um solo sábio do Gates. Acho que ele arrasou nesse solo. Muitos efeitos interessantes na guitarra. O cara é estupendo. Sobre os fãs da América Latina, é tão louco vê-los pulando para cima e para baixo por seis minutos seguidos com aquele groove. É muito legal. Espero conseguir uma boa gravação disso tudo, chegar lá, tocar e arrasar.”

L: Sobre o jogo “Hail to the King: Deathbat” em que vocês vêm trabalhando – eu sei que você é um grande fã da arte de contar histórias de jogos. Conte-me um pouco sobre o desenvolvimento do jogo e o seu envolvimento com ele.

MS: “Estávamos apenas procurando outro meio para sermos criativos. Videoclipes simplesmente não são mais muita coisa. Aquela maneira da banda se expressar, na verdade não existe mais. Então, um dia estávamos num ônibus indo para um show no Sudeste da Ásia, cerca de dois anos atrás, eu vi todo mundo com seus celulares, e todos estavam jogando alguma coisa (ou simplesmente no Facebook/Twitter irritando todo mundo, falando sobre o que estavam comendo ou em que país estavam, simplesmente odeio tudo isso).

Eu disse “Cara, podemos fazer um jogo!” E foi basicamente daí que veio a ideia. Além disso, eu queria produzir um “triple A”, completamente separado da banda. Eu realmente queria isso. Então depois de todas essas reuniões e outras coisas que resolvemos com a GDD, que é um documento projetado para jogos, nós decidimos começar a construir esse jogo há dois anos atrás. Agora estamos no processo final para o lançamento de um jogo destinado a aparelhos móveis, o projeto é grande o suficiente para um console, mas estamos tentando diminuí-lo. Espero que nossos fãs gostem, e principalmente, os gamers gostem. É um bom jogo, não é apenas para fãs da banda.”

L: Eu li em outra entrevista sobre o assunto, oito músicas originais, nove faixas antigas. Meio que uma mistura de coisas. Você pode falar sobre a criação de alguma das músicas?

MS: “Estamos tentando minimizar a parte da música porque pelo que sabemos da nossa banda, não esperamos que nem metade dos nossos fãs entenda. É o tipo de música para jogos. Muitos sons de 8 bits, mas também bem instrumentais. Criamos músicas que nos fizeram lembrar da nossa juventude, quando jogávamos “Castlevania” ou “Mario Brothers” ou “Zelda”. Então criamos nove músicas, que são músicas originais com alguns ajustes. Estarão no jogo. Tenho certeza de que faremos um daqueles pacotes em que você pode comprar as músicas do jogo junto com o “Hail to the King” ou algo assim. Ou você pode simplesmente jogar e ouvir as músicas. São nove músicas, mas estamos tentando minimizá-las. Não quero que pensem que são nove músicas novas e quando forem ouvir escutem apenas um monte de música digital.”

L: Vocês estão participando do festival “Rise Above”. Você pode me falar um pouco sobre o que significa para você fazer parte disso? Especialmente sabendo da causa do festival.

MS: “É uma grande causa. Muito nobre desses caras de se erguerem para organizar algo assim. Quando recebemos a ligação ficamos muito felizes. Conhecemos Seether – fizemos o Uproar com eles há alguns anos atrás. Vai ser maravilhoso – como eu disse, é uma grande causa. Estamos felizes por participar e ajudar esses caras e a causa.”

L: Eu sei que você é um grande fã do Metallica. Já ouviu o single “Lords of Summer”? O que achou?

MS: “Eu mandei uma mensagem pro Lars falando sobre isso, falei pra ele que adorei. Realmente adorei. Eu não sei onde eles estão agora ou como o álbum vai ficar, mas eu sei que quando você está lidando com demos e compondo as músicas, as coisas podem mudar. Do que eu realmente gostei foram os solos, achei muito legal e melódico. É isso que me deixa animado com as coisas. A voz do James ficou incrível. É criativa. Só tenho coisas boas para falar deles.”

 
 
 

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