ENTREVISTA: Synyster Gates para Infectious Magazine
- laissdmf
- 10 de abr. de 2014
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Synyster Gates foi entrevistado pela Infectious Magazine em sua Master Class no Guitar Center e falou com qual guitarrista ele gostaria de realizar uma Master Class. Também falou sobre o que ele espera conquistar com sua Master Class, o que faz um guitarrista bom de verdade e mais.
Infectious Magazine: Se você pudesse realizar uma Master Class com qualquer guitarrista, quem teria sido?
Synyster Gates: Oh, cara! Quando jovem, provavelmente Dimebag Darrell. Esse era o meu cara (risos). Conhecer aquele cara seria interessante.
IM: O que você observou quando escolheu os vencedores? Quais os critérios?
SG: Criatividade e técnica. Eu queria que eles fossem longe o suficiente, a ponto de eu falar grego e mesmo assim eles entenderem. Eu também gostei do fato de que eles realmente fizeram o que eu pedi, que no caso foi escolher uma música do Avenged Sevenfold e aperfeiçoá-la, fazendo-a um pouco diferente.
IM: O que você esperava realizar com toda essa coisa de Master Class?
SG: Basicamente eu queria servir de auxílio para essas crianças, eu meio que tive um currículo vago baseado nesse tipo de coisa, mas na verdade eu só queria responder suas perguntas e acabar com suas dúvidas.
IM: O que você acha que faz de um guitarrista bom?
SG: Se eu precisasse resumir em uma coisa, definitivamente seria a escolha de notas, a criatividade. Digo, têm muita gente estranha e incrivelmente criativa que consegue tocar qualquer coisa. Slash pode tocar a mesma coisa várias vezes, e mesmo assim, vai soar diferente – o mesmo tom, a mesma guitarra, o mesmo amplificador, e ainda assim, esse cara consegue ser inspirador à cada vez que pega a sua guitarra para escrever algo.
IM: E o seu próprio trabalho? Já se sentiu como se tivesse parado de aprender?
SG: Já aprendi tudo que consegui aprender (risos). Não, brincadeira, você nunca para de aprender. De verdade. E isso é o mais legal sobre isso, por mais frustrante ou encorajador que seja aprender algo novo. Quanto mais velho você fica, mais aprende. Uma vez que você se familiariza com a ideia de que só deve aprender uma coisa de cada vez, pois não existe nada que seja como “a chave do universo”, sabe? Nesse momento, você passa a se sentir bem consigo mesmo e é aí que você busca sua paz. Eu procuro por algo que me inspire, então tento aprender um pouco dessa coisa todos os dias; aprender, entender e me esforçar.
IM: O Mayhem foi anunciado há alguns dias, como você se sente por tocar junto de uma banda igualmente bem sucedida como o Korn?
SG: Acho que vai ser muito emocionante, gosto de todas as bandas e os caras do Korn são grandes amigos nossos. Normalmente sair em turnê com nossos amigos é algo maravilhoso. Somos abençoados por ter conhecido tantos caras grandes e bem sucedidos, de bandas que realmente arrasam em turnês. Bandas precisam vender ingressos, então é uma sorte imensa quando você possui amigos que também precisam vender ingressos, porque assim você pode se divertir com eles todos os dias. Eu cresci ouvindo Korn, eles eram uma das minhas bandas favoritas, especialmente pelo som do baixo e pelo guitarrista extremamente sábio e inovador, sem falar no baterista, Dave Silveria era uma aberração de tão bom! De qualquer maneira, grande banda, amigos e fãs juntos.
IM: O Avenged Sevenfold vem fazendo turnês consideravelmente extensas, como vocês pretendem formar seu set para o Mayhem?
SG: Sempre tentamos mudar um pouco, por mais básico que soe. Incluindo o set, nós definitivamente iremos aperfeiçoar o nosso show para esse festival. Esperamos tornar os shows mais extensos, porque recebemos algumas reclamações em relação a isso. Mais longo, melhor, maior.
IM: E o Download Festival? O A7x vai ser o ‘headliner’ de um dos dias. Como acha que vai ser?
SG: Vai ser muito foda! Do nosso ponto de vista? Nossa, vai ser a coisa mais legal do mundo. Nunca fomos a atração principal de um festival realmente grande como esse, no exterior. É uma honra, pois bandas históricas e lendárias já foram ‘headliner’ desse festival, como o AC/DC. Da última vez que estive por lá, o ‘headliner’ foi o System of a Down, tipo – é lendário! Muito legal mesmo.