M. Shadows tira dúvidas em relação a "Waking the Fallen: Resurrected"
- laissdmf
- 15 de jul. de 2014
- 3 min de leitura
M. Shadows recentemente se pronunciou novamente no fórum do site de Hail to the King: Deathbat para responder mais algumas perguntas dos fãs em relação ao jogo, aproveitando um pouco de seu tempo para elaborar esclarecimentos mais detalhados a respeito de porque ‘Waking the Fallen’ não foi remasterizado para ‘Waking the Fallen: Resurrected’. Ele também falou de como o relançamento pode ajudar fãs internacionais e quais músicas o Avenged Sevenfold poderá tocar ao vivo no futuro. Confira na íntegra:
- “Quanto ao novo pacote, “Waking the Fallen: Resurrected”, vocês fizeram alguma remasterização do álbum original?”
“Quanto a remasterização e remixagem... Isso é difícil para mim, porque eu já vi praticamente todos os remasters e remixes de bandas que gosto destruindo completamente o sentimento que eu tinha por esses álbuns. Todos os álbuns do Megadeth, por exemplo... Estes álbuns não soam nada como os originais. Por exemplo, essa “loudness war”, efeitos são retirados, efeitos são adicionados e toda a nostalgia se perde. O mesmo aconteceu com o Pink Floyd quando alguém decidiu remasterizar todos os álbuns, algo simplesmente não está certo. Eu não teria problema algum se esse álbum fosse apenas para as pessoas que querem ouvir seus álbuns favoritos de uma maneira diferente, mas esse CD está se tornando obsoleto, se você encontra um lugar onde possa comprar discos antigos, advinha só? Eles só vendem uma versão, a nova versão “melhorada”. Você já não acha as versões originais desses álbuns, a não ser que você encomende o CD ou faça alguma compra especial de álbuns antigos de 20 – 30 anos atrás em estoque. Agora, eu tenho certeza de que nosso álbum não compete nessa “guerra de volume” (loudness war), como você provavelmente percebeu, HTTK é cerca de 4db mais baixo do que a maioria dos álbuns hoje em dia, e isso foi feito para salvar a dinâmica, mas eu sinto que se fosse feita uma mínima mudança no som para que ele parecesse mais moderno, isso acabaria completamente com a vibe. Aquela vibe de 5 caras escrevendo um álbum na garagem de seus pais sem nada a perder com um orçamento apertado. Eu só não quero dar às pessoas a chance de tornar as gravações originais obsoletas.
- Esse relançamento é na verdade para os fanáticos que querem ouvir o processo de demos e ouvir as músicas tocadas com The Rev quando éramos desajeitados como o inferno. haha Bem, ele não era, mas nós com certeza éramos...
- Mas é também um álbum para apresentar à nossa base de fãs internacionais às nossas origens. Quando tocamos internacionalmente (o que é uma grande parte do nosso público), a maioria deles não está familiarizada com essas músicas e esse álbum. Provavelmente tem algo a ver com o fato da Hopeless Records ser uma gravadora independente e na época não possuir grande distribuição, como eles possuem agora. Também nunca fizemos turnê por esses lugares, então não me admira que nunca tenham ouvido falar de nós.”
“Será que revisitar o “Waking the Fallen” despertou algum tipo de inspiração para trazer músicas desse álbum de volta aos shows?”
“Eu não sei se algo foi despertado em termos de tocar ao vivo. Há muitos fãs que imploram por esse álbum, mas somos nós que estamos no palco todas as noites e percebemos como o público responde. Internacionalmente, “Nightmare” e “HTTK” são os que mais se destacam. Quando tocamos músicas do “Waking” a energia simplesmente para. Tenho certeza que as pessoas vão debater isso, mas é verdade, eu queria que não fosse. Esse relançamento deve ajudar em relação a isso. “Remenissions” seria incrível ao vivo, tenho certeza de que tocaremos essa em breve, bem como “Coming Home”, “Planets”, “Acid Rain”, “Scream”, “Trashed and Scattered”, “Gunslinger” e a variedade de outras músicas que as pessoas nos martelam tanto para tocar. Hahah. A versão ao vivo de “Desecrate” nesse lançamento é muito foda. O Jimmy arrasa. É uma das minhas favoritas no álbum, com certeza.”
“No que diz respeito ao “This Is Bat Country”, há planos para que seja lançando em Blu-Ray?”
“É uma daquelas perguntas para qual não faço ideia de como responder. Honestamente, não estou certo de como o mercado procede em relação à Blu Ray e DVD. Tenho certeza de que farão o produto funcionar da melhor maneira. Eu tive um player para Blu Ray por um tempo mais nada saía no mercado em Blu Ray, então eu voltei para o DVD. Mas vou dar uma olhada. Além disso, há a versão em CD, boa pergunta. Porém, sempre quisemos lançar a versão em CD individualmente, sem pôr no mesmo pacote do DVD. Também gostaríamos de lançar a trilha sonora do jogo nesse pacote, então vamos ver no que dá.”