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ENTREVISTA: Zacky V. para Revolver sobre "Waking The Fallen: Resurrected"

  • laissdmf
  • 25 de jul. de 2014
  • 6 min de leitura

Recentemente, Zacky V. conversou com a Revolver Magazine sobre "Waking The Fallen", "Waking The Fallen: Resurrected" e os velhos tempos do Avenged Sevenfold.

Confira a tradução na íntegra:

Avenged Sevenfold e seus fãs vêm se referindo a esse verão como “O verão do Sevenfold” – e por uma boa razão. A banda não está apenas lançando um inovador jogo para celular, “Hail To The King: Deathbat”, e sendo atração principal no Rockstar Energy Mayhem Festival, eles também estão lançando uma expandida (e vencida) reedição de 2003 do 10 º aniversário 'Waking the Fallen ", segundo álbum da banda de hard rock de Orange County. Apelidado “Waking the Fallen: Resurrected’, o "reissue" está previsto para ser lançado em 25 de Agosto pela Hopless Records.

Aqui, o guistarrista do Avenged Sevenfold Zacky Vengeance – um dos fundadores da banda – relembra os velhos tempos da banda, a evolução do A7X, e o impacto de “Waking the Fallen”

REVOLVER: Por que ressuscitar Waking the Fallen?

Zacky Vengeance: Nós sentimos que esse álbum foi realmente um ponto essencial na nossa carreira, e um momento decisivo no desenvolvimento do som do Avenged Sevenfold. Brian [guitarrista Synyster Gates] tinha acabado de entrar na banda e foi quando começamos a incorporar duelos e harmonias de guitarra. Foi também quando Matt [vocalista M. Shadows] realmente começou a cantar em vez de gritar- e não só nos refrões e partes pequenas aqui e ali. Então queríamos refaze-lo e tornar as pessoas conscientes, e dar para elas mais de uma visão do que estava acontecendo com a gente no momento – o que estava se passando pela nossa cabeça quando estávamos fazendo esses sons, como eram os demos. Basicamente, apenas dando às pessoas a chance de olhar para trás para a nossa carreira, e lembrar e perceber que nós viemos de começos muito humildes.

O que era a vida pra você de volta em 2003, quando vocês estavam fazendo o álbum?

Era divertido! Nós éramos jovens, nós vivíamos com nossos pais a maior parte do tempo, e nós estávamos dirigindo nossos carros de merda para a garagem dos pais do Matt para ter sessões completamente informais de escrita, sessões que era basicamente sobre a tentativa impressionar uns aos outros com os riffs que criávamos, e na tentativa de incorporar nossas influencias pessoais nas musicas. E depois, íamos o bar do Johnny conseguir quantas bebidas baratas ou de graça que podíamos (risos) E então acordávamos de ressaca e começávamos o processo novamente. Era muito divertido. Não tinha pressão, e era brasicamente sobre um grupo de amigos estando juntos e fazendo a melhor musica que eles podiam.

Você pode mesmo ouvir o começo de “O som do Avenged Sevenfold” nesse álbum.

Sim! No nosso primeiro álbum, Souding the Seventh Trumpet, nós estávamos ouvindo as mais obscuras bandas de heavy-metal e hardcore. Mas agora, desta vez, Matt estava ouvindo Far Beyond Driven do Pantera, eu estava ouvindo And Justice For All e Master of Puppets do Metallica, e Brian estava trazendo toda essa coisa de solo de guitarra do Iron maiden. Nós todos estávamos percebendo que estava tudo bem em gostar dessas bandas pesadas de metal, e nós queríamos incorporar um pouco dessas coisas. Nós não estávamos com medo do que iriam dizer.. De onde nós viemos, não era legal não ser uma banda de metal ou hardcore underground , então para nós nos jorgamos na influencia dessas bandas que realmente tinham tido algum tipo de sucesso mainstream era meio arriscado. Mas isso era o que nós amávamos, cara, e nós estávamos incorporando tudo isso. Nós basicamente decidimos “Nós não ligamos para o que as pessoas pensam sobre nós- Essa é a música que nós amamos fazer! Então vamos fazer isso!”

Essa foi a primeira gravação do Avenged com o Synyster como membro, certo?

Basicamente sim. Nós refizemos a intro de Sound the Seventh Trumpet e Brian colocou um solo, mas essa foi a primeira vez que ele tocou um álbum inteiro, e contribuiu com as composições. Foi quando começamos a incorporar um duelo de leads. A primeira musica que foi escrita para isso foi “Second Heartbeat”, e isso foi bem quando Brian entrou na banda. Ele entrou e ouviu o riff de abertura que eu havia escrito, e foi tipo, “Ei, vamos adicionar uma harmonia de guitarra nisso”. Eu nunca fui de fazer muito solo, e de repente fomos incorporando esses elementos fantásticos que nós nunca tivemos antes.

Vocês gravaram “Waking the Fallen” no NRG Recordings em North Hollywood, certo? Como foi essa experiencia?

Acredito que a gravação ocorreu em algum lugar em Burbank, e eu não lembro o nome. Essa foi a nossa primeira vez trabalhando com um produtor [Andrew Murdock, A.K.A Mudrock] e apanhamos muito dele – ele falava, “Zacky, você não é tão bom na guitarra, a bateria não está muito apertada, e vocês não estão tocando qualquer tipo de ritmo. E onde você deveria ter uma musica de 6 minutos, você escreveu uma musica de merda de 10 minutos”. Era tipo atravessar um campo minado, e nós estávamos de saco cheio. Não vou mentir – Eu odeiava ter alguém dizendo que o que estávamos fazendo tinha que ser melhor, e que eu tocava guitarra desleixado, ou que as partes das nossas musicas não acrescentavam. Quando você é um rebelde cabeça de merda, você não quer ouvir ninguém dizendo isso. Então foi meio que uma batalha, mas olhando para trás, isso foi fantástico. Nós aprendemos muito sobre gravar, e isso nos trouxe a um nível de profissionalismo que nós não tínhamos.

Um monte de banda jovem tem essa dificuldade de fazer essa transição entre palco e estúdio.

Totalmente. Nós estávamos em cima do palco quebrando instrumentos, tentando ser o mais louco possível, mas não percebemos que no álbum é necessário ser bom de modo para que você possa mostrar o que está tentando através das pessoas. O momento decisivo para mim, pessoalmente – e um dos momentos decisivos na nossa carreira – foi quando nós nos reunimos com o produtor e o engenheiro durante a pré-produção, e nós estávamos tocando “Unholy confessions”. Foi basicamente um riff que The Rev e eu escrevemos na checagem de som, e então Syn e Matt vieram com um refrão brilhante e uma repartição quase groove. Começou com o Matt gritando o tempo todo, porque isso era basicamente o que fazíamos, mas Matt disse “O que vocês acham de eu cantar algumas dessas partes e de repente grita-las?” Ele cantou essa inacreditável melodia em sua voz extremamente única, e nós falamos “É isso – nós incorporamos cantando!” nós falávamos “Você é um ótimo cantor, quem liga para o que as crianças hardcore pensam da gente? Você precisa cantar essas partes!” Isso adicionou uma nova dimensão inteira.

O que são esses extras nessa “reissue”?

Com o “reissue”, estamos oferecendo a faixa demo que nós gravamos para o álbum. Nós basicamente fomos a um pequeno estúdio sem dinheiro [e com Thrice’s Teppei Teranishi produzindo], mas nós fomos para ouvir como ficaria a musica com melodias vocais e diferentes tons de guitarra antes de mandar ver. Esses demos são tão reais e crus quanto possível – todos eles são diferentes dos sons que fizemos no Waking The Fallen. Nós puxamos partes de algumas canções, adicionamos algumas em outros sons e deixamos algumas inteiramente. Você pode definitivamente ouvir a evolução.

Acredito que tem 5 demos. Um dos demos acabou sendo parte principal de “City of Evil”, e jamais foi usado em Waking The Fallen. Nesse ponto, não tínhamos gravado um lote inteiro, então é quase experimental, tipo “uau, isso é o que parece?” (risos) É apenas nós experimentando, tentando achar nosso próprio som para nós mesmos. Sounding the Seventh Trumpet não parecia com a gente, porque Matt não estava cantando um lote inteiro, Brian não estava na banda nesse momento, Jimmy estava tocando uma bateria prestes a desmoronar, e minhas habilidades com a guitarra não eram exatamente virtuosas. Então, com esses demos, que foi a primeira vez que conseguíamos ouvir o que era o Avenged Sevenfold.

Há também um DVD ao vivo de 2003, certo?

Sim, assistir isso me dá calafrios - isso nos mostra como jovens crianças nessa tarefa. Não mudou muito desde então, em nossa atitude, ou no nosso desejo de colocar um show ao vivo, mas não tínhamos instrumentos, tripulação ou base de fãs que temos agora. É basicamente nós com nada, exceto pela nossa atitude e desejo. Eramos um bando de crianças desnutridas e magras, tentando fazer musica e vestir o mais preto possível, e pegando dinheiro emprestado com amigos, então íamos no bar comprar cerveja. Algumas pessoas só sabem da gente como uma grande banda que toca em festivais e turnês, mas nossos amigos próximos e nossas famílias vêem esse filme e eles são tipo “Uau, eu esqueci totalmente sobre esses dias”

Se você pudesse de alguma forma, encontrar-se hoje com sua versão desnutrida, então, o que você diria a ele?

Eu diria “Não faça nada diferente – apenas aproveite o passeio, cara!” Esses momentos na vida eram tão desafiadores quanto a vida pode ser agora, mas foi uma experiência fantástica. Espero que outras bandas possam ver isso e possam perceber que ninguém entregou isso "de mãos beijadas" – tudo isso vem com um preço alto, e tudo vem com muito trabalho duro e decisões extremamente difíceis. Mas há uma chance nisso, se você realmente acredita em você, você pode leva-lo a um nível totalmente novo. Então eu não mudaria nada, cara. Eu acredito que todas essas decisões difíceis que fizemos eram as certas.

 
 
 

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