ENTREVISTA: Full Metal Jackie fala com Johnny Christ
- laissdmf
- 17 de ago. de 2014
- 4 min de leitura
Full Metal Jackie conversou com Johnny Christ e ele falou sobre “Waking the Fallen: Ressurected”, as imagens antigas contidas no DVD do pacote, como o Avenged Sevenfold começa o processo de escrita em novos materiais, e que aspecto não musical das turnês o faz apreciar os momentos na estrada. “O Avenged Sevenfold foi atração principal do Mayhem Festival 2014 nesse verão e enquanto eles ainda se mantêm fortes no álbum “Hail to the King”, também estão revisitando o passado com a reedição “Waking the Fallen: Ressurected”. A apresentadora do ‘Loudwire Nights’, Full Metal Jackie, conversou com o baixista Johnny Christ sobre “WTF: Ressurected” e a vida na estrada com os seus companheiros de banda. Confira a matéria na íntegra: Full Metal Jackie: Aqui é Full Metal Jackie no Loudwire Nights. Johnny Christ do Avenged Sevenfold participa do programa esta noite. Johnny, preparar uma edição de aniversário de um álbum é como uma viagem numa máquina do tempo. O que você havia esquecido sobre si mesmo e sobre a banda que ao longo desse relançamento se lembrou? Johnny Christ: “Ah, cara, muita coisa, na verdade. Principalmente o fato de esquecer o tempo. Houve um tempo em que estávamos numa van e distribuíamos CDs na Warped Tour. Tínhamos um EP de duas músicas que distribuíamos gratuitamente apenas para nos promover. Isso foi posto no ‘Waking the Fallen’, nós distribuindo CDs por toda parte. Eu pensei: “É, essa posição é bem diferente da nossa atualmente.”” FMJ: Uma edição de aniversário é uma grande oportunidade de realizar algo realmente especial para os fãs. Quais edições especiais de outras bandas são as suas favoritas e que outras ideias estas edições lhe passaram para ‘Waking the Fallen: Ressurected’? JC: “Normalmente eu não costumo ouvir a muitas edições especiais. Aquele material que o Iron Maiden já fez e eu acho que mais de uma vez, onde eles preparam edições especiais e coisas desse tipo, o que eu acho legal, porque isso é um extra, sabe? E eles não estão tentando remasterizar. Acho que essa é uma das ideias das quais utilizamos. Você definitivamente pode ver que o álbum foi gravado no tempo que foi e com o baixo orçamento nele investido. ‘Waking the Fallen’, entende? Nós achamos legal. Ele serve o seu propósito. Ele serve seu tempo. Não temos a intenção de remasterizá-lo, nem nada do tipo. Para apresentar um material extra, nós colocamos algumas faixas que eram apenas um bando de demos que eventualmente se tornaram músicas do ‘Waking the Fallen’, mas há algumas partes em que você consegue ouvir quatro ou cinco músicas diferentes em uma só, porque estávamos escrevendo como loucos. Então só tivemos que ouvi-las. Começamos a desmontar aquelas músicas e transformá-las em canções mais concisas para criar o “Waking the Fallen”. Há até alguns riffs que nós nem usamos no ‘Waking the Fallen’, mas usamos no ‘City of Evil’. É bem selvagem.” FMJ: Johnny, foi agridoce rever as antigas imagens contidas no DVD e ver The Rev? JC: “Sim, você sabe, para todos nós – foi um momento diferente, então foi divertido ver todo mundo naquele aspecto e obviamente ver coisas relacionadas ao Jimmy é sempre agridoce. Você sabe, pouco a pouco nós melhoramos, a cada vez. Um tempo se passou e com isso as coisas começam a ficar mais fáceis em relação a alguém que você perdeu, apesar de ainda nos sentirmos ‘daquela forma’. Mas você percebe que pode simplesmente celebrá-lo ao invés de deixar isso lhe machucar, então é meio legal ver The Rev todo de preto, ainda usando maquiagem e tudo mais, porque esse foi um tempo quando ainda usávamos maquiagem e nos certificávamos de parecer sérios, todos de preto e tal. Agora, simplesmente não é mais assim. É divertido olhar para trás e rever esse tempo de juventude.” FMJ: Olhar para lançamentos anteriores influencia na criatividade e na direção da nova música do Avenged Sevenfold? JC: “Acho que sim. As coisas nas quais nos influenciamos a cada etapa e como nos sentíamos na época. Quero dizer, sim, olhamos para trás e há várias coisas as quais amamos sobre o álbum e seus anteriores. Estamos seguindo em frente e ainda temos um tempinho de sobra no ciclo, pois acabamos de começar a discutir o que desejamos do próximo álbum. Você nunca sabe, mas definitivamente haverá. Estaremos sentados e vai ser tipo “Oh, você se lembra daquela parte? É nesse estilo. Vamos tentar fazer algo assim novamente.” Já fizemos essa referência antes. Você nunca sabe.” FMJ: Johnny, quanto tempo após um álbum ter sido lançado lhe faz começar a pensar sobre música nova, e qual é, geralmente, o primeiro passo na anotação das ideias? JC: “Bom, após um novo álbum ser lançado, nós somos uma banda em turnê e ficamos fora por dois anos, então nem começamos a pensar sobre isso até que nossos ciclos estejam perto do fim. Depois vamos para casa e tiramos alguns meses de folga. Após isso, primeiramente discutimos sobre o que queremos fazer. Nós definitivamente nos certificamos de que o que estamos fazendo é algo que vá nos deixar orgulhosos e algo que nos inspire a continuar escrevendo. Se formos lá e simplesmente tentarmos fazer algo, então todos ficarão chateados. Nós sempre tentamos sentar, tomar alguns drinques juntos e citar músicas que talvez alguns de nós não tenham ouvido, e se você tiver ouvido, pode falar que quer fazer algo desse tipo. Essas influências podem vir de qualquer lugar. Muitas vezes acaba vindo de lugares aleatórios, tipo hip-hop ou R&B ou, sei lá, coisas do Mr. Bungle. Então fazemos o sifão através da nossa criatividade e reescrevemos de forma diferente. De qualquer maneira, as influências vêm de lugares diferentes a cada vez e você nunca sabe realmente, por isso tentamos nos certificar de que estamos pensando direito, então tiramos uma folga, discutimos, vemos o que queremos alcançar com o próximo álbum e depois nos inspiramos.” FMJ: Johnny, que aspecto não musical da turnê lhe faz apreciar a capacidade de estar vivo e viver uma vida de músico na estrada? JC: “Você sabe... só pelo fato de estar por aí com os meus melhores amigos. Pode parecer brega, mas é verdade. Estou aqui com os meus melhores amigos, bebendo e me divertindo após os shows. Somos felizes por estarmos juntos e viajarmos pelo mundo. Essa parte, por mais brega que seja, é provavelmente melhor que a música.”