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Full Metal Jackie entrevista M. Shadows

  • laissdmf
  • 16 de out. de 2014
  • 6 min de leitura

M. Shadows conversou com Full Metal Jackie sobre Hail to the King: Deathbat, a diferença entre escrever músicas para vídeo games e álbuns, se Hail to the King: Deathbat pode ser uma franquia, música nova, a recente declaração de Gene Simmons, que afirmou que “o rock está morto”, qual a sensação de o Avenged Sevenfold inspirar jovens da mesma forma que bandas clássicas os inspiraram, como ele se certifica de que suas músicas nunca percam seu misticismo e mais.

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(Foto: Kathy Flynn, WickedGoddessPhotography.com)

Confira a entrevista traduzida na íntegra: Full Metal Jackie: O que faz uma banda de metal (particularmente o Avenged Sevenfold) perfeita para personagens num vídeo game? M. Shadows: (Risos) “Essa é uma pergunta na qual ainda não pensei, mas eu diria que a imagem do Avenged Sevenfold, a forma como abordamos o nosso trabalho artístico e o clima nas nossas músicas são perfeitas para um vídeo game. Os personagens são tipo – temos muitas artes onde os personagens tiveram suas cabeças cortadas ou nós mesmos tivemos nossas cabeças cortadas e somos todos deathbats, personalizamos nós mesmos. Então há muita imagem ali que funciona muito bem em um vídeo game. Em termos de Avenged Sevenfold, acho que somos os candidatos perfeitos para um vídeo game.” Full Metal Jackie: A música do “Hail to the King: Deathbat” voltada para o jogo foi criada especificamente para isso. Em termos de criatividade, qual é a maior diferença entre escrever músicas para um álbum e escrever músicas vintage para um jogo? M. Shadows: “A maior diferença é que para o jogo não há letras. Quando você pensa em rock and roll e metal, muito disso é baseado em riffs. Se você consegue cantar por cima do riff, e sabe como os arranjos serão, terá que deixar espaço para aquilo que as pessoas consideram a parte essencial mais importante, que é o vocalista. O que ele está dizendo? Onde é o espaço para o vocalista? Como é que tudo funciona em torno do que o cantor está falando? Em termos escrita, para o vídeo game é bem mais musical. Então você senta e pensa: “Ok, bem, essa linha de guitarra vai ser o principal ponto de foco ao qual todos precisarão ouvir quando estiverem jogam.” Você precisa se lembrar de uma melodia de linha de guitarra ou um sintetizador, ou qualquer coisa, ao contrário do vocalista. Então, a direção e a vibração geral são mais voltadas à música. Eu diria que, para nós, tentar obter boas vibes de algo que não possui vocal é um grande desafio.” Full Metal Jackie: Alguns jogos são realmente episódicos. ‘Maden NFL’ está em sua 15º versão. ‘Hail to the King: Deathbat’ e seus personagens podem ser o início de uma franquia de jogos? M. Shadows: “Isso seria inteiramente para os fãs. Tenho a sensação de que esse jogo provavelmente começará algum tipo de culto. Se fosse mais que isso, nós adoraríamos fazer mais. Adoraríamos fazer mais de qualquer maneira. Eu acho que criar um segundo jogo, independentemente de qual será a reação, está nos nossos planos. Se o segundo sair e todos amarem o jogo, então não há motivos para não continuar fazendo. Considerando o quanto eu gostei de fazê-lo, o quanto a banda gostou de escrever as músicas e simplesmente fazer parte do processo, faremos assim até que não mais nos agrade. Atualmente, temos um ciclo onde saímos em turnê por um ano ou dois de cada vez. Depois nos cansamos e sentimos vontade de escrever um novo álbum, então escrevemos e, mais uma vez, saímos do estúdio e vamos fazer turnê de novo. Não há motivos pelos quais não poderíamos adicionar o hábito de fazer jogos nesse mix também, nós gostamos de trabalhar e gostamos de ser criativos fazendo isso.” Full Metal Jackie: Agora que o jogo está saindo, quando a banda irá, coletivamente, virar atenção para música nova, álbum novo e ciclo de turnês? M. Shadows: “Ainda têm alguns lugares os quais não visitamos com a turnê mundial “Hail to the King” e vamos cuidar disso primeiro. Nesse momento, estamos em modo de recalibração, onde trocamos ideias e nos animamos novamente, mas na verdade faz não sentido em escrever um álbum apenas por escrever. Não faz sentindo começar muito cedo, porque você vai se cansar muito rápido novamente. O que queremos fazer é chegar ao ponto onde não aguentaremos mais e teremos que escrever um álbum, apenas para nos livrar da rotina. Acabamos de começar a sair com nossas famílias e ficar em casa fazendo coisas que queremos fazer. O próximo álbum e o futuro do que está por acontecer ainda se encontra em fase de crescimento, eu realmente não tenho ideia. Mas eu sei que quando o fogo estiver queimando novamente, o que eu sei que vai, eu saberei, até porque já está começando. Gostamos de esperar até o ponto onde temos que chegar lá e gravar o álbum porque já estamos prontos.” Full Metal Jackie: A recente declaração de Gine Simmons, onde ele afirmou que “o rock está morto” realmente despertou uma série de reações de outros músicos. Qual a sua opinião sobre essa declaração? Especialmente desde que a sua banda se encontra na posição de manter a música pesada vida? M. Shadows: “Citações como essas são simplesmente uma isca para as pessoas. As pessoas que fazem parte de uma banda que querem fazer música por amor à música, farão isso independentemente de qual foi sua citação. Eu li essa citação e acho que uma parte dela foi tirada de contexto. Eu entendi o que ele disse, mas o rock nunca morrerá. Nós todos sabemos disso. Não quer dizer que estamos no papel de todo entretenimento da música atualmente, obviamente não é isso. Mas eu entendo o que ele quis dizer e eu entendo as respostas de todos em relação a isso. Para mim é apenas drama online e eu não podia me importar menos.” Full Metal Jackie: Você cresceu gostando de bandas clássicas como Guns N’ Roses, Maiden, Metallica. Qual é o aspecto mais surreal a respeito de sua percepção e de sua banda, agora inspirando jovens a se expressarem musicalmente, da mesma forma como suas bandas favoritas fizeram? M. Shadows: “É uma sensação boa, porque não há nada como pegar uma guitarra, um quite de bateria ou simplesmente sentar e criar música com seus amigos pela primeira vez. Você nunca poderá substituir algo assim. Eu posso falar que amo entrar no palco e tocar com o meu melhor amigo, o que eu ainda faço. Mas nada será como nos primeiros dias, quando cheguei àquela garagem e pela primeira vez senti o cabo de energia em sintonia, trancado com o Jimmy tocando bateria e o Zack lá, fazendo música com a gente pela primeira vez, realmente aprendendo como usar os instrumentos. Não há nada como aquilo. Eu acho que se podemos inspirar jovens a fazerem isso, pegarem seus instrumentos e aperfeiçoarem-se, os ajudaremos a serem bons em algo. Seja tocando guitarra, piano ou bateria. É muito legal porque faz com que nos sintamos bons com nós mesmo, é algo saudável. Praticar muito e aperfeiçoar-se em alguma coisa. Se podemos inspirar um jovem a pegar uma guitarra – e cada vez menos jovens fazem isso atualmente – seria muito bom porque eu sei como era enquanto crescia e quão especial foi para mim.” Full Metal Jackie: Quando você descobre a música, é uma grande presença em sua vida. É pura paixão. Mas, uma vez que se torna uma carreira, há grande perigo de seu amor pela música mudar. Como você se certifica de que a música nunca perca o misticismo que lhe chamou atenção no começo? M. Shadows: “Nós fazemos algumas coisas que de certa forma irritam as pessoas e os nossos fãs. Tentamos não nos sobrecarregar por isso. Isso significa que não usamos da mídia social – temos redes sociais para o Avenged Sevenfold, mas nenhum dos membros possui Facebook, Twitter ou coisas do tipo. Não é porque não queremos estar próximos dos fãs, mas porque é uma constante perseguição de “esse é o seu trabalho”, “isso é o que você faz”, “é por isso que você é conhecido” e etc. Depois param de falar sobre música e começam a entrar em outros assuntos, como falamos mais cedo. Por minha parte, não há interesse. Por conta do que fazemos, nós tiramos férias e nos recalibramos. As pessoas vão surfar, já eu, gosto de golfe. Gostamos de fazer outras coisas e simplesmente nos afastarmos disso tudo. Não imergimos nossas vidas completamente, chegando ao ponto onde coisas que não são importantes para nós, acabam tornando-se. Tentamos nos manter – quando vamos escrever um álbum, entramos no estúdio juntos e nos divertimos muito, tentamos escrever da melhor maneira possível sem nenhuma influência de fora. Seja o que os fãs querem ou o que a gravadora quer, isso ou aquilo. É isso que fazemos para continuar, porque uma vez que você fica entediado com o que faz, não se sente orgulhoso do que faz e lança um disco ou sai em turnê, quando na verdade você não queria isso, é aí que se torna um trabalho. Nossa missão desde o primeiro dia foi garantir que isso nunca se tornasse um trabalho. Nós simplesmente nos mantemos sãos antes de tentar agradar alguém.”

 
 
 

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